Coluna da Lauren Krause | 13/08/2013

13/08/2013 15:44

Os sistemas

Entendo que sistema bom é aquele que ganha. Problema dos jornalistas que ficam tentando descobrir o que Renato irá levar a campo, enquanto só ele sabe o que fará com o seu time. Concordo com o treinador quando fala que não importa a formação, tem que vencer do adversário. Depois do comum 4-4-2 (um com três volantes e outro com dois meias) e de um 3-5-2, contra o Bahia Renato levou ao gramado um 3-6-1 e, finalmente, conseguiu uma boa vitória. Além dos três pontos, um bom saldo de gols. Já são quatro formações em quatro partidas e a primeira vitória. Ganhou desta vez, mas Renato parece não ter entendido os seus jogadores ainda, parece não conhecer as características de cada um. Experimentar no fervor de um Campeonato Brasileiro é arriscar demais. E logo contra times que brigam pelas primeiras vagas. Na sequência, o Grêmio enfrentou Corinthians, Internacional, Coritiba e Bahia. E vem aí o líder Cruzeiro. Dá impressão de insegurança e de que Renato não está sabendo o que fazer. A adaptação de um esquema para outro pode afetar, também, o rendimento dos atletas. Cada jogo estão jogando de um jeito. Falta coerência e repetição. Mesmo com os desfalques e com um Elano por metade, é necessário uma continuidade. O Barcelona ganhou o mundo com uma política baseada nestes conceitos. Mais uma vez surgem os questionamentos sobre qual sequência de números Renato Gaúcho colocará diante do time mineiro na Arena. É esperar para ver.

E contra o Cruzeiro?

Com 3-5-2

Dida; Werley, Rhodolfo, Bressan;Pará, Adriano, Ramiro (Maxi Rodríguez), Elano, Alex Telles;Kleber, Barcos.

 

Com 4-4-2 (três volantes)

Dida;Pará, Rhodolfo, Werley, Alex Telles;Adriano, Ramiro, Matheus Biteco, Elano; Kleber, Barcos.

 

Com 4-4-2 (com dois meias)

Dida;Pará, Rhodolfo, Werley, Alex Telles;Adriano, Ramiro (Matheus Biteco), Elano, Maxi Rodríguez (Guilherme Biteco);Kleber, Barcos.

 

Melhor perder do que ganhar

Antes Dunga perder Ednei e Airton do que continuar sem Jorge Henrique e Fabrício. A explicação é simples: qualquer um que entrar no lugar de Ednei - não querendo desrespeitá-lo como pessoa -, mesmo que improvisado entrará melhor. Ednei não mostrou nada, não jogou nada, não oferece opções para Dunga. No time do Inter ele não se encaixa. Enquanto Gabriel não se recuperar a lateral-direita não terá melhores expectativas. O mesmo caso apresenta Ronaldo Alves. Uma zaga com ele não é de nada. Repito que só com Juan a defesa não combate os ataques adversários. O time depende unicamente de Índio para formar a zaga. E fora isso não há mais opções. Contratações demais para o meio e nenhuma solução para a área defensiva. Airton também não estará à disposição pelo terceiro cartão amarelo. Cláudio Winck pode ser a opção para o lugar de Ednei. Qual o pior? Não é desmerecer ninguém, mas futebol é concorrência. Com um meio-campo e ataque que tem hoje o Colorado, é até vergonhosa a falta de zagueiros e laterais. Contra o Botafogo, Jorge Henrique ainda pode entrar improvisado no setor, ao invés de Winck. Seria uma alternativa de mais qualidade. 

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