Coluna da Lauren Krause | 23/07/2013

24/07/2013 10:01

No G-4

O frio de cerca de 6ºC no estádio Centenário não apavorou os cariocas. O jogo foi de igual para igual. Mas coube a um ex-idolo flamenguista tirar o Inter do 0 a 0. Juan nem comemorou, em respeito aos torcedores do Fla. Nos acréscimos, fez o gol que deixou o Colorado dormir na quarta posição no domingo e acordar ainda na mesma colocação nesta segunda-feira gelada. Mas, a partida foi equilibrada mais pela falta de competência do Inter do que falta de qualidade do time de Mano Menezes. Foram 13 finalizações coloradas contra nove flamenguistas. E pouca qualidade técnica do time de Dunga. No segundo tempo, Leandro Damião entrou no lugar de Kleber, recuando Jorge Henrique para o meio. Foi aí que o time acordou e jogou melhor, com a referência no ataque. Em menos de 10 minutos em campo, o centroavante teve duas oportunidades de abrir o placar, mas a falta de ritmo falou mais alto.

Na vontade, mas com respeito

Com o Flamengo sem ritmo, Mano Menezes tentou dar sangue novo com a entrada do garoto Nixon. Já sem qualidade técnica, a partida passou a ser disputada na base da vontade. Juan nem queria ter tido tanta vontade e festejar um gol contra o clube que o revelou, mas não poderia deixar de marcar. Já nos acréscimos, o zagueiro aproveitou uma saída ruim do goleiro Felipe para decretar a vitória do Internacional, de cabeça. Depois do gol, nada de festa. Teve respeito e bateu no peito em gratidão a torcida rubro-negra. Não foi nada contra o Inter, pelo contrário. Juan foi profissional em não deixar passar a vitória de seu atual clube. Direito dele. O importante é o trabalho bem feito que o jogador tem realizado no Colorado. Ao invés de Ronaldo Alves, poderia haver dois Juans.

Os ex da Seleção Brasileira

O jogo marcou o encontro de Dunga com Mano Menezes, os dois últimos técnicos da Seleção Brasileira. Ambos acompanharam a partida bastante disputada entre os seus comandados. O time gaúcho não perde para o Flamengo no Rio Grande do Sul desde 2002. O Fla, por sua vez, viu ser encerrada sua série de seis jogos sem perder (cinco oficiais e um amistoso, contra o São Paulo) e sofreu seu primeiro revés sob o comando de Mano Menezes.

Discutindo a relação

As expulsões de Matheus Biteco e Vargas atingiram o grau de infantil com facilidade. As perdas de ambos colocaram o Grêmio em uma situação de desgaste. Já não estava bem e com dois a menos cedeu o 2 a 1 para o Criciúma. Um jogo que deveria ter ganho com certa tranquilidade. Mas há um lado bom. Sem Biteco, contra o Fluminense o Grêmio poderá colocar Riveros em campo, pois Vargas também não poderá jogar. Kleber será o substituto do atacante. Nada deu certo para os tricolores nesta rodada. Renato Gaúcho reclamou da logística adotada pela direção na partida em Santa Catarina. A 38 quilômetros do local do jogo, o técnico não gostou do tempo de deslocamento (mais de 1h) e dos apenas 40 min de antecedência de chegada da delegação gremista ao estádio Heriberto Hülse. O início de semana promete. É previsível que role discussão de relacionamento. Pelo menos, o clube terá a semana livre para projetar a partida contra o Flu e se preparar para a sequência de pedreiras. Terá Corinthians e um Gre-Nal na sequência.

 

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