Uma fé

04/02/2014 16:26
Aos nossos personagens podemos homenagear com a mensagem de Vitor Hugo: "Uma fé: eis o que é necessário para o ser humano. Ai de quem não crê em nada".  Estamos calcando nossas colunas, em pessoas não necessariamente cristãs pois Mahatma "a grande alma" pertenceria à crença dos hindus que eram rivais dos muçulmanos que pertenciam a casta de escolhidos que não podiam se misturar com os humildes ou com os "parias". O assassino, um jovem brâmane, de nome Vinayak Godse odiava as palavras e os exemplos de Gandhi por proporem a concórdia e o convívio harmonioso entre muçulmanos e os hindus. Hindu é o habitante da Índia - o indiano e não crença, Muçulmano é relativo aos sectários de Maomé- sectário do Islamismo.
Vamos aos textos resumidos de M. Rouxinol para ser mais autêntico.
"A Índia era paupérrima, dominada pelos ingleses. Casou aos 13 anos, com uma moça da mesma idade, Kasturbai. Era o costume da Índia, onde aos 30 anos a pessoa estava acabada, velha. Viveram juntos mais de 60 anos. Aos 18 anos decide ir conhecer a terra dos patrões, os ingleses. Vai para Londres frequentar a Faculdade de Direito. Aprendera a fazer amigos. Conheceu círculos de intelectuais, entrosou-se com personalidades numa cidade cosmopolita, como Londres. Descobriu particularmente a importância dos conhecimentos religiosos em sua vida. Em junho de 1891, doutor em direito, regressa a seu país, conhecedor do mundo ocidental, mas indiano puro. Luta sempre, violência nunca. Em 1893 vai exercer sua profissão de advogado na África do Sul. Ali ficou por 21 anos, ao lado de outros 150.000 indianos que trabalhavam segregados (viviam separados por causa da origem), na África do Sul.
Ali, ao lado dos compatriotas sofredores, nasceu sua vocação: Dedicar sua vida à defesa da justiça. Responderia ao mal, sempre, com uma firme atitude de defesa da verdade.
Este revolucionário método de combate, a satyagraha (no Brasil houve uma investigação da Policia Federal com esta designação), vai acompanha-lo até a morte. É a resistência, a insistência e a perseverança alegre pela verdade, custe o que custar. Sem força física, sem violência.
Em 1915 regressa à Índia, carregando uma longa experiência. Entrega-se ao estudo e à meditação dos problemas de seu país: A Índia é colônia inglesa- e extremamente pobre- é dividida em castas. É preciso dar aos indianos consciência de seus direitos civis, culturais, morais. É preciso incutir-lhes princípios sobre os direitos da pessoa, os deveres do trabalho.
É preciso destruir as barreiras das castas, dizer aos "párias", os intocáveis, que eles não são uma casta baixa. São gente, são iguais a todo o mundo. Sua miséria deve ser combatida. Eles são os "filhos de Deus".
Fiel ao princípio sagrado do amor, da não-violência, entrou na luta com suas palavras, seus escritos, suas viagens, seus jejuns. Quando não encontrava forma de convencer os ingleses dos direitos da Índia à independência, jejuava.
Quando hindus e muçulmanos se combatiam e não escutavam seus pedidos de harmonia, jejuava. 
Em 1920 é eleito para presidente do Congresso Nacional Indiano: Prega o boicote à importação de tecidos da Inglaterra. É preso. Apenas solto, reinicia seus comícios por toda a Índia, viajando de trem, em terceira classe. Chega a falar em 30 comunidades por semana. Em 1930 organiza a "Marcha do sal".
São 380 km percorridos em protesto contra o monopólio do sal por parte do Estado. É preso. Faz jejum.

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